
A gente quando é jovem não enxerga
As coisas que a vida quer mostrar.
A gente quando é jovem não aceita,
Os conselhos que os mais velhos querem dar.
A gente quando é jovem acredita
Que o mais velho tem a mente ultrapassada,
Mas logo o tempo passa vem a dúvida,
Quando tem que andar sozinho pela estrada...
Amores!
De que vale essa noite pampeana
e esse pampa exalando alecrim,
se mesclando ao perfume das flores
que plantei pra vocês no jardim?
Ahh se eu Pudesse ...
Se eu pudesse escutar a voz do velho,
Se eu pudesse perguntar o que fazer,
Mas o velho se calou e foi embora
E não pode mais voltar pra responder.
Minuano me faz serenata
da coxilha no fio do alambrado,
a saudade invade meu peito,
coração bate descompassado.
Que falta tem me feito a voz do velho
Agora não me canso de dizer,
O tempo não tem jeito de voltar,
adianta arrepender?
Vou deitar dodemando no meu pala
mas as noites parecem sem fim,
Só Deus sabe o quanto lhes amo,
e que falta vocês fazem pra mim.
Pai, Mãe,
A gente quando é jovem não espera
Encontrar as curvas mal sinalizadas,
E às vezes sem querer erra o caminho,
Quando a bate a solidão na encruzilhada.
Fecho os olhos vou imaginando,
acordar com vocês a meu lado,
pra poder abraçar-lhes com carinho,
e te amar e ser amado.
Onde vocês estão agora? Imagino que bailando pelo ar em algum lugar distante !
Luciano Braz
Saudades do Velho,
5 Anos sem Ti,
Saudades da Velha
26 anos de ausência.
02/11 – QUE AS ALMAS DESCANSEM EM PAZ NOS BRAÇOS DE DEUS!
Poema belissimo, escrito hoje pela amiga e poeta Lidia Serena.
Em primeira mão:
Sabor de saudade
Olhar apaixonado, pleno,
Sorriso descontraído, gigante,
Tom de voz suave, pequeno,
Jeitinho paciente, amante.
Docilidade frente a minha infantilidade,
Dedicação em fazer-me brilhar,
Beijo que derrama o sabor da saudade
Desejo que se inflama sem me tocar.
Abraço que se perde na distância
Absorto na paixão que resiste,
Sonho de adulto, ainda criança,
Inocente no pecado que existe.
És, meu querido, o porto da minha vida,
Anjo que me acolhe com mansidão,
Em teus braços sou pequena, querida,
Refugiada na brandura do teu coração.
Lídia Sirena Vandresen
31.10.09
De alguns anos para cá a humanidade vem sendo desafiada a pensar seriamente no modo como vem se posicionando na sua responsabilização por si mesma neste mundo.
Pouco a pouco ela se vê, (mesmo forçadamente), diante da exigência de ter que dar um sentido bom e criativo a tudo o que vem sofrendo e experimentando nos últimos Séculos, especialmente, no que se refere às últimas tragédias ligadas à guerra e a natureza.
Esses dois fenômenos foram acionados pelo que se poderia denominar com a palavra violência. Violência, no caso, foi a violação que o Homem fez ou provocou em si mesmo, nas raízes de seu ser, a ponto de sentir-se fora de casa, banido de sua própria existência.
Desta forma, ele vive exilado numa pátria estranha e agindo o tempo todo como um inimigo de si mesmo, de todos e de tudo para salvar a própria pele, bem como sonhando um dia alcançar a paz de sua terra natal. Para sobreviver em terra estranha ele tenta resolver os conflitos que o afligem sem nenhum princípio, apenas confiado na sua própria capacidade de combate, sem importar-se com o sacrifício de quem quer que seja.
Na busca de safar-se, não sente nenhum remorso se com seus golpes fere ou mata seu semelhante com o ataque cruel de sua espada de ira.
No desespero de sempre ganhar, impõe mais e mais ódio em si mesmo, aumenta a proporção dos conflitos e cega-se diante da situação dramática que vai se avolumando ao seu redor.
A violação que o Homem imprimiu em seu ser, acaba por atingir o universo inteiro e desencadeia uma avalanche de destruição que já alcança dimensões imensuráveis.
Lendo a última reportagem da veja (28/10) despertei em mim uma grande curiosidade, então decidi que no próximo mês vou visitar um morro no Rio de Janeiro, passar dois dias lá, para entender como é este “pais” a parte, e como as pessoas se organizam para manter-se vivos. Afinal, antes de tentar entender a violência e combate entre as nações, precisamos saber , entender e tratar de manter paz dentro de nossa própria casa.
A única conclusão que já tenho formada é que "A violência jamais resolve os conflitos, nem sequer diminui suas conseqüências dramáticas"
Lhes conto futuramente sobre a experiência.
Abraço Aos Amigos, e obrigado pelo carinho !
Otima Semana a Todos!